25 de abril em vinil

Exposição evocativa da democracia e da liberdade
enquadra-se na revitalização dos espaços públicos
16-04-2016

A exposição “25 de abril em vinil – 42 anos, 42 artistas”, patente na antiga esquadra da PSP, junto aos Paços do Concelho, até 7 de maio, evoca a revolução, a democracia, a liberdade e a criação.

“O Município sente a responsabilidade de valorizar o património, a arte em geral e as ações daqueles que fazem parte da nossa história”, afirmou Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara de Gaia, na cerimónia de inauguração.

“É uma exposição que tem o lado artístico de evocar abril com alguns dos seus maiores simbolismos, a música. Trazer o vinil como elemento simbólico é uma inspiração muito feliz e espero que seja, também, uma inspiração para muita gente cá vir e valorizar os artistas de Gaia”, acrescentou o autarca.

A exposição enquadra-se na revitalização do espaço público da Avenida da República, desde o Jardim do Morro (ver reportagem à parte) até à Rotunda de Santo Ovídio. Trata-se de um conjunto alargado de intervenções no espaço público, “com a virtualidade de puxar para a Avenida da República várias iniciativas e ocupações que sejam valorizadoras do espaço público”, segundo anunciou Eduardo Vítor Rodrigues, apontando exemplos como o reaproveitamento e utilização do Atelier de Soares dos Reis ou, mesmo, a antiga esquadra da PSP.

“Queremos dignificar a Avenida da República como corredor de participação pública, de atividade pública e comercial, gerador de atração de pessoas à cota alta do núcleo urbano onde existem várias sinergias para revitalizar”, precisou o presidente da Câmara. A própria Rua Álvares Cabral, área pedonal do centro cívico, será revitalizada com eventos regulares dinamizadores de fruição pública.

A exposição “25 de abril em vinil – 42 anos, 42 artistas” é comissariada por Mirene e Filipe Andrade e insere-se no projeto Onda Bienal. Segundo Agostinho Santos, diretor da Cooperativa dos “Artistas de Gaia”, “comemorar abril é, também, comemorar o ato de criar”.

“Os artistas têm de estar interligados com abril, com a democracia e com ato de criar. Este 25 de abril é um pretexto para, uma vez mais, nos associarmos as comemorações do 25 abril”, disse Agostinho Santos.

A evocação do vinil nesta exposição representa a ligação da música à revolução. “A música foi o passaporte para os militares avançarem”, realçou Agostinho Santos, evidenciando a “experiência interessante que resultou em pintura, escultura, desenho e intervenção”.

A cerimónia encerrou com um convívio à volta de um gira-discos que recordou vinis de Fausto, Zeca Afonso, Sérgio Godinho e Vitorino. Na agenda, está já a exposição fotográfica “O 25 de Abril também passou por aqui”, de Pereira de Sousa.

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