Norte com nova esperança

1ª Conferência de Gaia lança estratégia para o ressurgimento de uma região sustentável
11-01-2016

Há uma nova esperança para o Norte. O futuro desta região europeia, desenvolvida e competitiva esteve em debate na 1ª Conferência de Gaia, dedicada às “Vias do Noroeste”, onde o presidente da Câmara de Gaia defendeu uma terceira via para o ressurgimento do Norte, através de investimentos inteligentes e sustentáveis.

“O objetivo das conferências de Gaia é o de realçar uma terceira via para o ressurgimento do Norte, debatendo o papel da região, não apenas perante a realidade nacional, mas também o seu papel no contexto europeu. A afirmação da região Norte no contexto europeu implica melhor distribuição dos recursos do país e um ambicioso programa de investimento infra-estrutural que corrija alguns dos erros cometidos nas últimas décadas, nomeadamente o abandono das infra-estruturas ferroviárias, da mobilidade sustentável nas malhas mais densamente ocupadas, de que o metro de superfície é elemento central, ou a mais recente indefinição estratégica aeroportuária”.

O programa infraestrutural defendido pelo presidente da Câmara de Gaia realça a mobilidade inteligente como uma das metas principais a atingir, através de uma rede de transportes públicos regionais que tornem o Norte “mais coeso”. Outro investimento prioritário assenta no “alargamento da rede de Metropolitano do Porto e sua articulação com a rede ferroviária e com redes locais de transportes urbanos e interurbanos e, também, em articulação com uma rede eficiente de transporte rodoviário urbano em autocarro, com bilhética adequada, sustentável, e devidamente assumida como prioridade pelas politicas públicas”, acrescentou Eduardo Vítor Rodrigues.

O primeiro-ministro, António Costa, associou-se à 1ª Conferência de Gaia, enumerou as mais-valias do Norte e anunciou um conjunto de prioridades estratégicas e novos modelos de financiamento para a região, defendendo “investimentos seletivos e complementares que permitam valorizar o investimento de base já realizado e criem sinergias que evidenciam os recursos existentes”.

“Assumimos, assim, que queremos uma nova metodologia para programar e executar obras públicas, em que o processo de planeamento e decisão dos modelos contratuais e de financiamento de grandes infra-estruturas é alterado por forma a eliminar decisões mal fundamentadas”, explicou o primeiro-ministro, anunciando a reconstituição do Conselho Superior de Obras Públicas, que deve emitir “parecer obrigatório sobre os programas de investimento e projetos de grande relevância”.

António Costa anunciou, ainda, outras medidas de valorização do Norte. “Vamos dar inicio à implementação dos pactos de desenvolvimento e coesão territorial celebrados com as comunidades intermunicipais e a Área Metropolitana do Porto e, daqui a duas semanas, vamos lançar o plano de dinamização de investimento de proximidade com mais de 300 milhões de fundos comunitários”. Em causa está a necessidade de reforçar as condições de mobilidade na região e promover a modernização portuária e as ligações aos interlands internacionais, melhorando as ligações ferroviárias aos portos e ligando-as à rede transeuropeia de transportes.

A inversão de uma década de estagnação da região Norte é um dos desígnios do atual Governo, conforme salientou, também, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas. Pedro Marques referiu-se ao potencial dos fundos europeus como peça chave para a recuperação dos níveis de crescimento e coesão do Norte e afirmou que o Programa Operacional Norte 2020 disponibilizará cerca de 3,3 mil milhões de euros de apoios para potenciar o crescimento inteligente sustentável ou inclusivo da região.

Mais de metade deste valor, cerca de 1,8 mil milhões de euros, é dirigido aos incentivos às empresas. “O Governo aposta no apoio focalizado às PME, no sentido de maior incorporação de valor, de inovação e de conhecimento no seu processo produtivo, potenciando sinergias entre empresas e centros conhecimento. Estão assim os incentivos orientados para o crescimento, internacionalização e inovação do nosso tecido produtivo, em ordem a reforçar a cadeia de valor das nossas empresas”, salientou Pedro Marques.
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http://www.cm-gaia.pt/portais/_cmg/Noticia.aspx?contentid=FF9680E481CO&categoryOID=E8818080808980GC

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