Obra da escarpa na reta final

Ministro do Ambiente visitou a empreitada

A obra de requalificação e renaturalização da escarpa da Serra do Pilar, iniciada no final de 2018, está atualmente na fase final, pelo que todo o passadiço poderá ser utilizado em pleno já a partir de meados de novembro. O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, visitou a empreitada no dia 26 de outubro. Acompanhado do presidente da Câmara Municipal, Eduardo Vítor Rodrigues, e a partir de uma embarcação, teve oportunidade de verificar os últimos trabalhos desta obra de 3,5 milhões de euros, financiada por fundos comunitários e pelo orçamento municipal.

“Toda a zona onde há pregagem é uma zona de consolidação e renaturalização, esta é uma obra de proteção civil”, explicou Eduardo Vítor Rodrigues, detalhando que o que está a ser agora feito “são as últimas intervenções de pregagem e criação de passadiços, em alguns casos suspensos, noutros casos consolidados na própria escarpa, que vão permitir a ligação à entrada da ponte Luís I, na zona do designado Casino da Ponte”. Seguem-se a retirada da maquinaria e a limpeza final. “Esta obra, além da componente ambiental e de renaturalização, tem uma importância enorme porque estamos perante Património Mundial da Humanidade – os claustros, o mosteiro e a zona militar ficam claramente protegidos num contexto de beleza, quando tudo estiver com a natureza já em crescimento”, destacou ainda o autarca.

Para esta “peça de um puzzle de 17 quilómetros” que compõem a orla fluvial de Gaia, Eduardo Rodrigues deixou ainda uma novidade: o Miradouro da Escarpa dará lugar a um miradouro projetado pelo arquiteto Siza Vieira, “uma plataforma que vai permitir uma vista para a muralha fernandina, para a ponte, para a própria escarpa. É uma obra simples, mas emblemática. A ideia do miradouro é ter um local patrimonialmente valorizado em função do que era o antigo e tê-lo com a marca de Siza Vieira”, concluiu.

Já o ministro do Ambiente e Transição Energética sublinhou que “era fundamental fazer esta obra. Lembramo-nos bem de todos os problemas que aconteceram nesta escarpa, e era, de facto, fundamental consolidá-la para garantir que todo o Mosteiro da Serra do Pilar fica sem qualquer dano patrimonial. O que é mais relevante aqui é a junção entre a necessidade de consolidar toda uma encosta e a capacidade de poder fruir de todo este espaço, que é de grande beleza e estava inacessível”. Matos Fernandes recordou que a Câmara Gaia vai chegar aos 20 milhões de investimento numa parcela do concelho junto ao rio que estava voltada de costas para o rio. Há aqui, de facto, mais de 16 quilómetros que estavam por visitar, só se conhecia o rio a jusante da ponte Luís I, e não a montante. E os valores naturais a montante da ponte se calhar são até mais relevantes. E, por isso, esta empreitada tem este duplo significado de ser o que é, enquanto empreitada de consolidação de um maciço rochoso, e em simultâneo por aquilo que pode potenciar do ponto de vista da fruição e da utilização de todo este espaço”, concluiu.

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